Segunda-feira, Novembro 23, 2009

Na ronda dos sem-abrigo

Participei num projecto de voluntariado e fui fazer a  "ronda dos sem-abrigo" de Lisboa. Por uma noite, integrei-me numa equipa e fui com eles distribuir alguma comida pelas ruas de Lisboa. Confesso que foi duro. Mas não tanto como eu estava à espera. Porque se, naquela noite, vi muita coisa que me chocou, também vi coisas que me encheram de esperança.


Numa noite de chuva, foram muitos os sem-abrigo, pessoas desesperançadas, com fome, frio que se abeiraram da carrinha daquela comunidade para vir pedir leite, fruta, pão. E também para conversar. Para nos mostrar que são gente e que até aparecem numa revista, numa reportagem sobre eles e que ainda não esqueceram do que é sentir orgulho por isso. Cada um deles tem um nome, uma história e por vezes, apenas por vezes, querem partilhá-la com quem tem alguma vontade de os ouvir. 
A equipa, experiente, conhece muitas daquelas pessoas pelo nome, e é uma vitória quando aquele homem mais arisco lhes diz boa noite. 
Não calculo sequer a importância que tem para cada um deles aqueles momentos. As palavras de quem os quer ajudar e lhes dá um bocadinho de atenção.


Impressionou-me e muito a quantidade de gente que dorme na estação do Oriente. Ali, lado a lado com alguns dos mais ricos de Portugal, pertinho de tantas lojas, restaurantes, bares onde gastamos tanto dinheiro e deixamos no prato tanta comida, ali junto a tantos apartamentos quentinhos dormiam naquela noite quarenta pessoas, homens e mulheres, de todas as idades. Deitados nos bancos frios, sentindo o vento que teima em passar, com uma ou duas mantas para se aquecerem, à espera que o tempo passa, que seja novamente manhã, que chegue o amanhã e o depois!


Quantas vezes passei por eles? Não sei. Tantas vezes vou sem atenção, tantas vezes me afasto, tantas vezes ignoro uma mão estendida, tantas vezes lhes dou apenas um fragmento de um pensamento em vez de uma ajuda, uma moeda, uma nota, uma palavra que seja.


Não sei se vou voltar à ronda, sei que gostava de o fazer, tenho a certeza que teria tanto para ajudar e para aprender.


Está a aproximar-se o Natal e vou oferecer tantos presentes à nossas família, amigos e conhecidos. Este ano vou acrescentar à minha lista a comunidade vida e paz. Vou doar alguma roupa de que já não preciso, vou encontrar uma ou duas mantas lá em casa que não sejam usadas, vou lembrar-me deles quando for ao supermercado.


A quem ler este blog peço apenas que no seu blog ponha o link da comunidade e que divulgue o número 760 50 10 20  Uma chamada de 4 segundos que custa 0.60€+iva mas que faz com quem liga esteja a doar 1 litro de leite.


atenção: eu não tenho nada a ver com esta associação, conheço-a porque fui desafiada para este projecto. Simplesmente, depois de ver e de viver aquela experiência, optei por escrever este post e por tentar divulgar mais um bocadinho esta associação!








Sábado, Novembro 14, 2009

programa de fim de semana!

O dia lá fora está feio, cinzento e frio. Portanto é dia para ficar em casa, enroscada no sofá... e hoje há maratona do 24!


Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Também sou treinadora de bancada!!!

Pois é, também eu sou treinadora de bancada! E depois de muito pensar, de ter sofrido com as derrotas e os empates sucessivos do Sporting do meu coração, tenho a solução!

A sério, só há uma solução rápida e aceitável. Portanto, vá... todos para a bruxa!




Jornalismo!




Não sou jornalista, nunca fui nem nunca serei. Falta-me a capacidade e o gosto para o ser. Portanto falo "de fora", como leiga na matéria e dando apenas a minha opinião, particular e que vale o que vale!
Posto isto convenhamos que o jornalismo em Portugal é uma nódoa. 
Eu sei que vivemos numa altura em que o que interessa é o que vende jornais. A notícia do dia é para ser repetida tantas vezes quantas as necessárias para que se torne verdade absoluta e que seja inquestionável!
Ora porque é que eu tenho esta opinião boazinha dos jornalistas? Porque em 90% dos casos que eu conheço a informação publicada não corresponde à verdadeira. Os dados não são verificados nem questionados. Mesmo quando os vários lados se manifestam o trabalho do jornalista parece ser o de apenas transmitir esses mesmos dados. Ora se eu não concordo com um jornalismo opinativo (basta que nos lembremos da Manuela Moura Guedes e das suas opiniões) menos ainda concordo com a total desresponsabilização da pessoa do jornalista na passagem de informação. Porque, apesar da maioria dos jornalistas serem uns energúmenos são fazedores de opinião!
Já nem falo de jornalismo de investigação. 
Falo de ser incómodo, de não ser politicamente correcto, de ser eticamente e socialmente correcto. Falo de dar seguimento ao que hoje é noticia. Falo de não deixar que algo 
desapareça e que seja seja simplesmente esquecido. Falo de pressionar quem deve ser pressionado.  O poder acarreta responsabilidades! E os media, com todo o seu poder deveriam aceitar e agir de acordo com as suas responsabilidades.

Escrevi este post com um caso específico na lembrança. Lembram-se do AF447? Foi no dia 01 de Junho de 2009. Mas depois de algumas semanas na Televisão, quando deixou de haver corpos a boiar no oceano, deixou de ser falado. Lembram-se do avião da spanair que caiu no aeroporto de Madrid? Sabem porque foi? Esse relatório eu sei que já saiu. Mas não vi nenhuma resportagem sobre isso na televisão.
Mas se pensarmos lembrar-nos-emos de muita outras coisas. Eu lembro-me dos aviões (defeito profissional) vocês lembrar-se-ão de outras coisas. E isto deixa-me triste e revoltada.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

Até eu vejo programas de carros!



Eu não gosto especialmente de carros (excepto do meu, obviamente!) e não percebo nada de carros. Para imaginarem o quanto eu "não percebo de carros, saibam que eu decoro matrículas e não marcas/modelos.
Mas confesso ver um programa de carros. E confesso que gosto. Falo obviamente do TopGear de Jeremy Clarksson, Richard Hammond e James May.

Completamente non-sense (afinal aquilo é um programa de carros) e extremamente divertido não me ensina nada sobre carros mas é do melhor que há para dar uma boa gargalhada!

"Se sonhar um pouco é perigoso, a solução não é sonhar menos e sim sonhar mais"
Marcel Proust